3.18.2011

Das músicas e almas em minha vida

Sabe, muitas pessoas me conhecem.
Poucas me conhecem bem.
Pouquíssimas, talvez 2 ou 3, me conheçam muitíssimo bem.

E pensar que tantas, tantas passaram pela minha vida.
Tantos amigos, alguns namorados, muitos amantes (ser hipócrita para quê?).

E ouvindo músicas antigas que me lembram de vidas que já tive, repasso todas essas almas que já passaram. E sempre, sempre me vêm à mente o que poderia ter acontecido, como poderia ter sido.

Se leave tonight or live and die this way não tivesse feito tanto sentido quase 6 anos atrás (e outra vez, há pouco mais de 2 anos).
Se tivesse retornado ligações, se fosse mais do que uma noite, tantas vezes.
Porque tantas vezes i just don't know what to do with myself, e parece que nunca saberei, não importe quanto a vida mude.

Porque, você sabe. A vida muda, anda, continua... e a minha foi tão incrível em alguns momentos. Com tantas pessoas que passaram rápido, mas nunca esqueci. Pessoas que mesmo tão fugidias, impactaram tanto.
E o Narciso dentro de mim volta e meia se pergunta se eu também. Para outros.

Pergunta sem resposta, sem saudade. Pura curiosidade que me ronda a vida inteira.
Ainda assim, prefiro o escuro. Que me faz lembrar:
No enciendas las luces que tengo desnudos,
El alma y el cuerpo.

10.04.2010

Final de domingo

Tempo.
Tudo que queria era mais tempo.
Cada dia que passa, um dia a menos nessa existência vazia. Um viver para preencher com bobas alegrias.

Tempo de sorrir, andar, pensar.
Para imaginar, sonhar e desejar.

Eu que já tive tanto tempo desperdiçado em sonhos... hoje mal lembro como (re)começar a sonhar.
Fechar os olhos?

Só um pouco mais de tempo para amar.

7.05.2006

Um diálogo sem ouvinte

Fique perto.
Perto, perto, perto.
Tão perto que eu possa sentir tua respiração. Que possa sentir o cheiro dos teus cabelos, ver os poros da tua pele, as veias nos teus olhos. Perto. Muito perto.
Porque perto tu não me escapas, porque tão perto eu te agarro e te tenho o tempo todo, todo o tempo.
Perto assim meus olhos míopes te vêem. Perto assim meus ouvidos ruins te ouvem. Perto assim minha boca úmida te beija.
Por favor, chega mais perto. Porque os segundos passam e os momentos vão embora, e aí tu somes e eu não te tenho mais, nem que seja por um instante.
Chega perto, me beija, me abraça, me agarra, me diz qualquer bobagem.
Perto, porque depois a lua vai embora e o sol chega queimando tudo, apagando sombras e escondendo a paz.

Chega perto, mais perto.
Quase assim.
Chega mais.
Ainda mais.
Mais.
.

4.20.2006

E então...

... a noite chega e eu sinto a falta dele.
... entro no quarto e o vejo lá, lindo sorriso no rosto e braços prontos a me apertar.

E tudo faz sentido.
E vejo que tudo valeu a pena.

E ainda vale.

3.01.2006

Perguntas sem ação

- Já te sentiste derreter?

Sentir-se derreter me parece de um etéreo úmido. É diferente do sentir-se morrer. Essa sensação não quero mais, não.
Derretendo fica-se sem ação. Mas de um estranho jeito bom.
O corpo parece mal se mover, ainda que os dedos corram pelos teclados e mesas e canetas e mouses.
A mente flutua, sem se prender a nada, e ainda assim é bom.

Minha pele parece líquida. Parece se liquefazer... junto com os pensamentos bons e ruins que sempre me rondam.

Meus olhos se movem a uma velocidade lenta.
- Já imaginou aquelas ondas lentas, se existisse um oceano feito de chocolate quente?
É nessa velocidade que me sinto mover.

É quase nessa velocidade que me sinto viver.