Infância boa... de brincadeiras solitárias, de barro nas unhas, arranhões dos galhos, cicatrizes nos joelhos. Infância de criança como toda criança. Como era bom...
Adolescência boa. De medos bobos, de suspiros tolos, feridas no coração, arranhões na alma. Adolêscência como qualquer uma. Era boa...
Ser adulto... quanto medo. Mais um ano, mais meses... mais tudo. Eu que sequer sei o que fazer, como saber o que querer? Que ainda quero manter inocência, e cada dia custa mais! Que mal perdi inocências, perco cada vez mais!
Não posso... mal sei se consigo. Mal consigo eu, como continuar? Eu que ainda não sei tudo. Eu que tenho tantos sonhos tolos, tantos quereres bobos, tantos amores duros!
Só que então, quando quase desespera, quando quase perde o rumo... lembrar de olhos escuros-vermelhos acalma. Sentir o aperto dos braços no peito, deixando quase sem ar.
- Desculpa Peter Pan, mas hoje eu fecho a janela. Cansei de ser Wendy. Deixa ser eu.
1.30.2005
1.24.2005
Por um amor sem porquês
Interrogações inundam o ar, os sonhos, os pensamentos, o tudo. O lar, o amor, o carinho, o sangue. Daquele próprio sangue vêem as perguntas. E de um medo frio surgem as respostas sem qualquer real resposta.
Um amor que não se conta, que se esconde no mais protegido dos locais: à frente de todos. Um amor sem beijos, sem abraços. Apenas de olhares, de leves sorrisos. Porque o sangue espreita, quer saber e pergunta e sem sequer saber machuca.
Esses laços vermelhos que apenas querem a felicidade de seu próprio sangue... que sequer imaginam.... Felicidade que todos notam, poucos desconfiam, nenhum sabe, todos querem. Ah, se soubessem que felicidade maior é não querer saber, é não se importar, não perguntar! Curiosidade que não quer ser saciada, que talvez nem suporte verdades, e é mais feliz na suave mentira.
Mas as interrogações continuam, cada dia mais, cada segundo mais insistentes. Porquês, quens, ondes, a quens, para quês... Um amor que não se mostra. Que vive escondido, não aparece. Mas se sente, fica no ar como um doce perfume.
E o casal sonha como todos os casais, e sinceramente quer responder perguntas e na verdade não pode e não consegue e sequer sabe se quer e tenta e procura contar e mais uma vez não consegue e então desiste e a angústia aumenta quase como se faltasse o ar e o fôlego como todas as perguntas que não têm fim e continuam constantes intermitentes ‘que é que faz onde está quando vem porque esconde porque não mostra porque por quê porquê por que’
Eles têm em si todo os sonhos do mundo. E o sangue tem todos os sonhos para ele. E os sonhos não se encontram. E os porquês continuam, numa luta sem fim, sem porquê.
E não é crime, é só um amor! Mais um amor, como tantos pelas ruas. Mais um casal apaixonado. Mais uma troca de beijos e de olhares e de abraços. Mais promessas, mais planos.
Sem querer meu medo aumenta cada dia. Mais carinho, mais medo por aquele amor. Que sequer proibido é, que é tão puro e simples como qualquer um.
Um amor que o sangue vai ter que entender.
Um amor que não se conta, que se esconde no mais protegido dos locais: à frente de todos. Um amor sem beijos, sem abraços. Apenas de olhares, de leves sorrisos. Porque o sangue espreita, quer saber e pergunta e sem sequer saber machuca.
Esses laços vermelhos que apenas querem a felicidade de seu próprio sangue... que sequer imaginam.... Felicidade que todos notam, poucos desconfiam, nenhum sabe, todos querem. Ah, se soubessem que felicidade maior é não querer saber, é não se importar, não perguntar! Curiosidade que não quer ser saciada, que talvez nem suporte verdades, e é mais feliz na suave mentira.
Mas as interrogações continuam, cada dia mais, cada segundo mais insistentes. Porquês, quens, ondes, a quens, para quês... Um amor que não se mostra. Que vive escondido, não aparece. Mas se sente, fica no ar como um doce perfume.
E o casal sonha como todos os casais, e sinceramente quer responder perguntas e na verdade não pode e não consegue e sequer sabe se quer e tenta e procura contar e mais uma vez não consegue e então desiste e a angústia aumenta quase como se faltasse o ar e o fôlego como todas as perguntas que não têm fim e continuam constantes intermitentes ‘que é que faz onde está quando vem porque esconde porque não mostra porque por quê porquê por que’
Eles têm em si todo os sonhos do mundo. E o sangue tem todos os sonhos para ele. E os sonhos não se encontram. E os porquês continuam, numa luta sem fim, sem porquê.
E não é crime, é só um amor! Mais um amor, como tantos pelas ruas. Mais um casal apaixonado. Mais uma troca de beijos e de olhares e de abraços. Mais promessas, mais planos.
Sem querer meu medo aumenta cada dia. Mais carinho, mais medo por aquele amor. Que sequer proibido é, que é tão puro e simples como qualquer um.
Um amor que o sangue vai ter que entender.
1.20.2005
Pensamentos de fada
Pensamentos são como seres alados, que voam e revoam e observam e rondam e um dia gotejam.
Como pequenas fadas coloridas, ficam em volta da minha mente... têm o cheiro, a cor, o sabor e o frescor de todo ele.
E essas fadinhas me acordam, sussurrando ao meu ouvido, que “ele também acorda, vem e acorda com ele, deseja bom dia!”. E em dias agitados ficam à espreita, tal e qual uma raposa: esperando qualquer momento de delicioso descuido, e lá vêem elas, com a lembrança daquele sorriso doce, daqueles olhos sensíveis, daquela risada gostosa. E à noite, quando até as fadas precisam dormir, elas já cansadas ainda arranjam um tempinho, e cochicham no ouvido, bêbadas de sono: “Ele também dorme, e veja só! sonha contigo, sonha que beija uma fada...”
E nas asas invisíveis desses pensamentos de amor consigo agüentar qualquer dia, todo dia. Sol brilhando, nuvens escuras, cheiro de chuva, terra seca, lua minguante, estrelas chorosas.
Não importa qual astro lá em cima.
Porque ele dorme bem, e as fadas tomam conta dele por mim.
Porque em pouco tempo, sou eu mesma que tomo conta dele.
Porque longe, perto, pertíssimo... ele é sempre meu, como eu dele, sempre em mim.
E então meu coração se mune de asas para voar até ele e jamais deixá-lo.
Como pequenas fadas coloridas, ficam em volta da minha mente... têm o cheiro, a cor, o sabor e o frescor de todo ele.
E essas fadinhas me acordam, sussurrando ao meu ouvido, que “ele também acorda, vem e acorda com ele, deseja bom dia!”. E em dias agitados ficam à espreita, tal e qual uma raposa: esperando qualquer momento de delicioso descuido, e lá vêem elas, com a lembrança daquele sorriso doce, daqueles olhos sensíveis, daquela risada gostosa. E à noite, quando até as fadas precisam dormir, elas já cansadas ainda arranjam um tempinho, e cochicham no ouvido, bêbadas de sono: “Ele também dorme, e veja só! sonha contigo, sonha que beija uma fada...”
E nas asas invisíveis desses pensamentos de amor consigo agüentar qualquer dia, todo dia. Sol brilhando, nuvens escuras, cheiro de chuva, terra seca, lua minguante, estrelas chorosas.
Não importa qual astro lá em cima.
Porque ele dorme bem, e as fadas tomam conta dele por mim.
Porque em pouco tempo, sou eu mesma que tomo conta dele.
Porque longe, perto, pertíssimo... ele é sempre meu, como eu dele, sempre em mim.
E então meu coração se mune de asas para voar até ele e jamais deixá-lo.
1.13.2005
Todos os beijos
Todos os beijos. Todos nele. Dele.
Difícil esquecer. Impossível não relembrar sonhar imaginar querer desejar amar.
Impossível não amar...
Acreditava eu jamais amar. Acreditava eu nunca conseguir desejar. Somente acreditava!
Fé vaga, fé errada... graciosamente, amorosamente errada.
Beijos que não cansam, apenas dançam... dança de línguas, de lábios, de gostos, de sopros. Sussurros e gemidos doces.
Todos os beijos. Ainda poucos, sempre poucos...
Para sempre dele, nele, para ele, somente ele...
Difícil esquecer. Impossível não relembrar sonhar imaginar querer desejar amar.
Impossível não amar...
Acreditava eu jamais amar. Acreditava eu nunca conseguir desejar. Somente acreditava!
Fé vaga, fé errada... graciosamente, amorosamente errada.
Beijos que não cansam, apenas dançam... dança de línguas, de lábios, de gostos, de sopros. Sussurros e gemidos doces.
Todos os beijos. Ainda poucos, sempre poucos...
Para sempre dele, nele, para ele, somente ele...
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