1.30.2005

Quase inocência

Infância boa... de brincadeiras solitárias, de barro nas unhas, arranhões dos galhos, cicatrizes nos joelhos. Infância de criança como toda criança. Como era bom...

Adolescência boa. De medos bobos, de suspiros tolos, feridas no coração, arranhões na alma. Adolêscência como qualquer uma. Era boa...

Ser adulto... quanto medo. Mais um ano, mais meses... mais tudo. Eu que sequer sei o que fazer, como saber o que querer? Que ainda quero manter inocência, e cada dia custa mais! Que mal perdi inocências, perco cada vez mais!

Não posso... mal sei se consigo. Mal consigo eu, como continuar? Eu que ainda não sei tudo. Eu que tenho tantos sonhos tolos, tantos quereres bobos, tantos amores duros!

Só que então, quando quase desespera, quando quase perde o rumo... lembrar de olhos escuros-vermelhos acalma. Sentir o aperto dos braços no peito, deixando quase sem ar.

- Desculpa Peter Pan, mas hoje eu fecho a janela. Cansei de ser Wendy. Deixa ser eu.

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