5.31.2005

Porque preciso tanto de margaridas

Porque são simples.
Pálidas como eu quisera minha alma.
Suaves... como um beijo doce.

Elas alegram vidas com aparente fragilidade. Apesar de serem das mais resistentes flores.

São simples.
Como eu quisera tanto ser!
Com um cálido perfume quase imperceptível.

Por esses sutis detalhes, gosto tanto de margaridas.

Por esses enormes valores, preciso tanto de margaridas.

5.17.2005

Fundamentos de uma tal... antropologia

Me fale de antropofagia. De logias meu cérebro já vomita. Segrede-me carnes e sangue e instintos.
Fale-me sobre algo que não sei, não sobre homens e suas guerras púdicas. Jovens e suas dúvidas lúdicas, crianças e suas crenças únicas.

Deixe de perguntas ordinárias e úteis. Sacie meus desejos inúteis, quereres fúteis.

Ângulo de 90 graus no relógio. O silêncio ainda não se quebrou. Minha paciência esgotou.

- Fiquem com suas logias. Eu ainda prefiro minha própria antropofagia.

5.02.2005

Eu em dois

Ando desaparecida. Sei disso. Minha mente anda estranha. Confusa. Difusa.

Quando meu espírito não reflete o que sinto. E humores relapsos tomam conta de mim.

E ainda assim ele me apóia. E ainda assim ele me ama. E continua ao meu lado, me abraçando. Naqueles segundos impossíveis que só ele preciso, sempre está lá. Naqueles instantes que quero ninguém, ele ainda assim está lá. Só para mim, só por mim.

E eu desconfio que sempre estará.

obs. análogas.: eu te amo cada dia mais... desculpe por tudo, desculpe por mim, perdoe por nós.