8.24.2005

Entre beijos amigáveis

Em noites vazias, pensamentos criam vida, sem respostas afins.
E chega um fim de noite (começo de dia?) com beijos secos, hálitos bêbados, olhares lúdicos, arrepios...

Quando, em tempos atrás, um simples singelo beijo, quase suspiro! arrepiaria toda minha pele, enrubesceria meus lábios, tremeria minha voz?
(quando meus dedos brincam com os lábios, a língua quase se trai, tenta fugir, e tão raros são os impulsos a contê-la)

Meu sangue lateja, quase borbulha... e eu agradeço pela fria pele que impede minha traição.

Entre jogos de palavras... línguas fantasiosas... mentes libidinosas... 'tudo que é bom nessa vida'. Com jogos de sedução... jogadas programadas, sem qualquer projeção...

E eu, que mal posso esperar. E ele, que mal ousa desejar.

8.12.2005

Entre sonos

Dorme, meu anjo...
Que vidas jamais serão tão tolas, tão vãs como aquelas...
Com suspiros fáceis e bocas frágeis, teu próprio ser mal aparece...

Dorme, minha criança...
Que então essa tua nojenta catatonia cede, e entre pesadelos tua vida segue, dia a dia, noite pós noite, com amanheceres frios e entardeceres pálidos.

Dorme, dorme, dorme...
Que loucuras como estas cessam, vidas como as delas morrem, e aí o silêncio cala...

Dorme.
E me deixa aqui.
Que o sangue já rareia dos pulsos...

Dorme, que logo te encontro.
Dorme, que cedo tudo acaba.

Dorme, que ainda agora eu morro.

8.02.2005

Palavras soltas

Querido diário,

Todas as últimas noites, eu ia para a cama, e era uma boa menina.

Noite passada, eu fui para a cama. E fui uma boa menina malvada.

com amor,

P.