8.12.2005

Entre sonos

Dorme, meu anjo...
Que vidas jamais serão tão tolas, tão vãs como aquelas...
Com suspiros fáceis e bocas frágeis, teu próprio ser mal aparece...

Dorme, minha criança...
Que então essa tua nojenta catatonia cede, e entre pesadelos tua vida segue, dia a dia, noite pós noite, com amanheceres frios e entardeceres pálidos.

Dorme, dorme, dorme...
Que loucuras como estas cessam, vidas como as delas morrem, e aí o silêncio cala...

Dorme.
E me deixa aqui.
Que o sangue já rareia dos pulsos...

Dorme, que logo te encontro.
Dorme, que cedo tudo acaba.

Dorme, que ainda agora eu morro.

Nenhum comentário: