Pensamentos são como seres alados, que voam e revoam e observam e rondam e um dia gotejam.
Como pequenas fadas coloridas, ficam em volta da minha mente... têm o cheiro, a cor, o sabor e o frescor de todo ele.
E essas fadinhas me acordam, sussurrando ao meu ouvido, que “ele também acorda, vem e acorda com ele, deseja bom dia!”. E em dias agitados ficam à espreita, tal e qual uma raposa: esperando qualquer momento de delicioso descuido, e lá vêem elas, com a lembrança daquele sorriso doce, daqueles olhos sensíveis, daquela risada gostosa. E à noite, quando até as fadas precisam dormir, elas já cansadas ainda arranjam um tempinho, e cochicham no ouvido, bêbadas de sono: “Ele também dorme, e veja só! sonha contigo, sonha que beija uma fada...”
E nas asas invisíveis desses pensamentos de amor consigo agüentar qualquer dia, todo dia. Sol brilhando, nuvens escuras, cheiro de chuva, terra seca, lua minguante, estrelas chorosas.
Não importa qual astro lá em cima.
Porque ele dorme bem, e as fadas tomam conta dele por mim.
Porque em pouco tempo, sou eu mesma que tomo conta dele.
Porque longe, perto, pertíssimo... ele é sempre meu, como eu dele, sempre em mim.
E então meu coração se mune de asas para voar até ele e jamais deixá-lo.
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