3.08.2005

Memórias de um arquivo (quase) morto

Shhhhhh... (porque a mente ainda suspira? Se eu te pedi que calasse... e não mais julgasse!
E nem toda palavra é concreta, como nem toda reta é certa, e nenhuma poesia é toda bela.
Vidas corretas... para quê? Verdades certas... em quê?
SHHHHH! que eu não espero mais ser!)

Que pensamento há frente uma vida toda completa e repleta de incertezas certezas?

Que atitude - vida minha! - haveria em (re)contestar todo um mundo de burocratas mentiras, tolas verdades, sempre metade.

Que nem toda metade se junta. Que nem toda mentira é imunda. Que toda verdade tem algo de impura.

...

Desejei um dia que toda palavra fosse eterna. Suspirei que certezas fossem sempre retas. E que neologismos fossem corretos.
Pena de mim.
Pena de mim que descobri não ser. Sequer ter. Jamais temer.

Mas sempre ver. Quase crer. Me temer.

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