9.16.2004

Paixão falsa

Não me julgue, que jamais te jurei ser perfeita. Nunca te prometi ser sincera, sempre te mostrei esconder segredos. Te deixei vislumbrar sombras da minha inquieta alma. E apenas o lado escurecido e inocente conhecestes. Onde o sol ou luz alguma penetrava. E onde meus sentimentos se escondiam...

Jamais te prometi doce amor ou suave afeição. Mas em troca te dei meu corpo e alma de amante como a nenhum outro jamais. Com atrapalhados beijos sôfregos e abraços falsos. Com sorrisos fingidos e olhares manipulados. E fostes feliz, ou não? E acreditavas numa paixão amorosa que jamais sentimos. Que nunca existiu.

Dentro de minha fria pele, de meu quente ser eras feliz. Paixões inúteis como sonhos esquecidos. Como sofrimentos de deuses antigos e homens modernos.

Com minha tua nossa dor.
Com minha falsidade.
Com teu amor.
Com nossa paixão.

Falsos amores apaixonados.

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