Aquele olhar que na inocência tanto amei, hoje me enoja. Os frios insanos olhos azuis me dão ânsia, sufocam meu peito, apertam minha garganta. Emergem a vontade infantil de correr, fugir, desaparecer... e também os adultos instintos inumanos.
- Pára de gritar! Não suporto mais tanta dor!
Pare de torturar... pare com essas chantagens vãs... com joguetes maldosos psicóticos... com as brigas vis! Que daí os desmaiados olhos verdes dela choram... e eu choro também... e não suportamos mais...
- Sai daqui! Vai embora que não te amamos mais! Nunca mais! Jamais!
E ódios escondidos ressurgem com forças irreais, sobrenaturais... e tuas acusações duras ferem nossos frágeis peitos... e dói tanto, tanto! Muito mais que podemos suportar...
- Pai, vai embora. Que ainda te amo, mas jamais como antes...
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