Do medo de repetir os erros de tantas todas vezes antes.
"Sabe qual é o medo? Me magoar mais uma vez. Arriscar tudo de novo, sofrer mais outra vez. Não é nem me magoar, é te magoar. Medo por mim não tenho mais não. O que não posso é fazer outra pessoa infeliz. Tudo porque me conheço. Porque sei de toda minha passionalidade. Sei de minha personalidade cíclica. Do tempo que levo para recuperar. E que recupero.
E sabe o que não quero? Me apaixonar. E sabe o que eu quero? Apaixonar-me. E sei, é impossível entender. Não quero sofrer tudo mais uma vez. Quero arriscar tudo. E sentir-me a paixão mais feliz do mundo. E sentir outro alguém também sentir assim por mim. Sabe o único que sei? Que não queria jamais que soubesses tudo isso.
Nos meus frágeis saberes divago avisos. Grito que saibas que sou areia movediça. Imploro tempo de correr para bem longe de ti e de mim e de nós.
Porque sou romântica sim, e detesto admitir. E que não estou ainda apaixonada. Mas falta pouco demais. E que saibas que tens todo o direito de não entender nada disso, porque mesmo eu não entendo.
Tudo para entenderes que sou tão mais louca que aparento.
Porque outro traço tão marcante quanto teimosia e loucura, é essa estranha mania de ser sincera demais em todos momentos."
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