10.23.2004

Interrogação

Será? Será que vale? Será que continua? Será que é tudo de novo? Será que é tudo diferente?

Menininha medrosa. Que atravessa a rua sem nunca olhar para os lados. Mas deseja um corpo sem aquela coisa que pulsa e bate dentro dela. E quem em cada batida parece dizer: "es-tou-a-qui.sem-pre-a-qui-sem-pre-aqui-não-es-queça-de-mim".

E cansa querer sempre tudo de novo. Mas a teimosia não deixa desistir. A curiosidade é maior... Ah deus, quem dera conhecer o fim das coisas. Saber que têm um fim. Porque nunca tem, e quando tudo acaba, volta para o começo, e continua num círculo tortuoso e viciante e empolgante. começa acaba quem sabe volta

Odeio quem sabes. Detesto talvezes. Repugnam não saberes. Brigo com certezas e convicções.
Sei lá eu o que quero?

Sei lá eu o que não quero?
Ah... só um fim. Só saber se há fim!

- Para quê saber final? Corta tua nojenta exagerada empolgação. Diminui teu insuportável angustiante sofrimento.
- Mas...
- Mas nada. Aí quem acaba é você. E eu também.

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