10.10.2004

Medos

Para que sentir medo? Se esse sequer é um sentimento, é apenas uma reação química do teu cérebro, que te inibe corrompe envergonha diminui enoja?

Instintos existem para serem sentidos, obedecidos. Uma vida perfeita de nada te serve sem paixão, sem tesão. Tua insônia é por causa de ti, não de mim. Tua vida é tua, nunca minha, nunca nossa. Minha vida sou eu, sempre eu, jamais alguém.

Teu medo é de uma vida imperfeita... vida essa que já tens. Para que correr atrás de falsa felicidade? Se sabes que podes tê-la real tão fácil...
Foges para dentro de ti, querendo fugir da vida. Mas essa continua lá, continua aqui, te olhando, espiando, acusando... sabes tão bem que precisas encará-la, e te dá tanto medo!

Porque medo? Sentimento inútil que te prende em tentáculos doentios. Podes ter ventos ardentes de alegria, e escolhes a solidão sanguínea de ti mesmo. Teus delírios de vampiro te impedem de sentir. Paixão não dói. Amor não destrói. O sol só queima minha pele, não nossas almas, lembra?

Não desiste. Não desista de mim, e eu prometo que não desisto de ti. Temos espírito cigano e solitário. Em carentes sonhos lentos crio fantasias de mim e ti.

Me deixa te ajudar.
Deixa te querer.
Queira deixar.

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