8.10.2004

Fast-food de paixões

Sensações esquisitas me acometem. Parece que minha almase dividiu em duas: uma adora e tem certeza que vai adorar sempre e sempre. A outra a manda calar-se: nada sabe sobre adorações.

Paixóes insensatas me invadiram. Todas elas, uma a uma, exilei em um canto escuro e poeirento de minh'alma. Mais esta lhes fará companhia. Mais uma para espanar o pó, caso um dia resolva revivê-la/reavivá-la/apagá-la/matá-la.

Ao mesmo tempo, e por isso talvez, que estas sensações parecem mais e mais estranhas, segundo a segundo.

Perdi uma paixão e ganhei uma boa amizade. Paixões deram-me sempre lágrimas + sofrimento. Amigos sempre oferecem alegrias + sorrisos.

Não me sinto triste (MENTIRA!) assim. Parece-me que não nasci para apaixonar-me. Penso às vezes que apareci nesse mundo não para ser amada, mas para distribuir minhas gotículas de afeição.

Sendo assim, desisto. Nesta fria noite, publicamente, temporariamente, indefinidamente, de amores. Fujo daqueles braços nos quais e pelos quais tantas salgadas lágrimas derramei. E que também (desculpe!) fiz e faço sofrer, mesmo sem desejar. Corro de encontro a meus bons e fiéis amigos. E por eles rio e me alegro, porque sinceramente o querem fazer comigo. E por eles e para eles, porque o desejam, os farei rir com minhas tristes palhaçadas.

E assim, agora, mudo minha alimentação. Não mais ração de beijos, sexo e abraços-pós.
Agora só quero fast-food de gargalhadas, olhares e sorrisos-fáceis.


Obs. análogas.: desculpem possíveis erros. As lágrimas me impedem de escrever algo melhor. Mas não se preocupem. Um dia melhoro.

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