Eu quis te esquecer. Desejei tanto, e quanto e muito jamais ter te encontrado. Desejei jamais ter te beijado. Jamais ter ligado. Desejei depois não ter dado a segunda, terceira, quarta chances. Como quis esquecer-te! Esquecer teu cheiro depois da cama, e impregnado em mim. A pressão do teu toque. A expressão dos teus olhos fechados, e a boca exausta. O calor da tua pele nas minhas mãos geladas.
Quis tanto esquecer, que até doeu. Doeu quando comecei a esquecer de verdade. Já não lembro bem da tua voz, e ela parece estranha quando me ligas. Não lembro do gosto da tua boca. Apenas a docilidade dos lábios. E de tantas perguntas quero respostas... Teu cabelo enroscava nos meus dedos? Teus olhos são verdes com pontos azuis ou amarelos? Qual é o tom exato da tua pele? Tuas mãos são ásperas ou macias? Eu que já soube responder tudo isso, hoje só tenho letras frias e soltas na tela de um computador irracionalmente comum.
Mas então penso: fui eu que quis, eu que desejei tanto tudo isso...
Mas agora que está acontecendo... quis mesmo isso tudo tanto?
Quero mesmo me afastar daquelas boas bobas lembranças? Preciso mesmo te manter tão longe daqui? Não sei. A garota que sempre soube o que escrever está confusa. Não sabe que combinação de palavras usar. E que tal ser tua a vez de responder? Através destas teclas irreais que te separam de mim.
Eu te espero. Como disse que esperaria.
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