E um dia odiei aqueles olhos verdes. E discuti por falta de objetivos. E por covardia e por paixão e por medo. E briguei e xinguei e discuti e quase chorei.
E por tanto tempo acreditei ter razão. E usei palavras duras e cruas. E me apoiei nos meus poucos anos e nos teus tantos a mais. E me baseei em experiências vazias e tristes. E desejei a insanidade.
E neguei tanto... e senti-me tão feliz ao ver que concordavas e aceitavas. Que me vias certa. Que me querias com razão.
E por tantos dias e tardes e noites me acreditei inteira. A teimosa rebeldia boba que tanto reclama(va)s não me deixa(va) ver.
E ainda continuo rebelde e teimosa e boba. Mas agora assumo. Porque quem não tem mais objetivos sou eu. Quem não sabe mais onde ir e o que fazer e desejar e viver e querer sou eu mesma.
E agora quem roga à noite fria e à lua tola que lhe mostre qualquer viver, sou eu.
E agora nesse instante sou somente e simplesmente eu que te peço sinceramente e publicamente desculpas. E te confesso que tudo que disse e toda acusação que fiz foi somente reflexo de loucos medos. Um temor (in)fundado de uma vida que nem sabia desejar. Um medo de aceitar o que nem sabia que não queria.
Um medo confuso e difuso como estas frases soltas.
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