E se sumisse e desaparecesse e aparentemente morresse? E se fosse embora da tua, da minha/nossa vida? E se te esquecesse de vez mesmo. Daquele jeito definitivo e impossível e irreal e inatingível que desejo. Se esquecesse tudo, tudo e nada.
E quando olhasse para ti não visse nada, nada além de olhos verdes num rosto bonito? E se te beijasse e só sentisse a umidade da tua língua e a maciez da tua boca e a pele dos teus lábios? E quando chegasse perto e te tocasse e te sentisse e não te amasse, e tu fosses então apenas mais um entre tantos cheiros incomuns?
E então tu me olharias, sei tão bem disso. E me dirias que era isso que querias, isso que tanto desejaras e sonharas e pediras e imploraras. E exatamente dessa forma tuas palavras soariam através da tua boca até meus ouvidos. Mas não até minha/tua alma. E pelos teus olhos saberia que mentias. Porque eles te traem, como sempre traíram... ah, e os conheço bem demais para que me enganem mais.
Porque teus olhos me implorariam que te beijasse só mais essa vez, e sentisse só mais uma vez a docilidade de sempre e de nunca e de todos os tempos. E é nessa hora que tu me mentirás. E me dirás que não, jurarás que não, nunca jamais me desejastes me quisestes me amastes.
E aí te direi que já não me importa.
Porque agora eu é que não te quero mais.
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