8.29.2004

Mais ou menos

"Porque o amor não pode ser somente uma ilusão coletiva!"

Foi o que ela disse. E naquela simples e clara frase se descobriram os medos de todos. E foi como se a bela noite se tornasse confidente e conselheira e mãe e irmã e amante e amiga e inimiga de todos e de cada um.

E para outra ela poucas muitas coisas se tornaram claras. Frases soltas e lúcidas e bêbadas surgiam na mente confusa.
Que sabe o que quer.
E soube que lutara tudo que podia.
E que não dera certo.
E outra vez chorara e sofria.
E ainda mais essa vez mais levantara a cabeça.
E mais uma outra vez tentara continuar sua louca simples vida.

Mais e mais uma e outra vez ele voltava, com olhos como de um fantasma tolo assombrando e assustando e relembrando o tudo e o nada. E outra e outra vez aparecia e se mostrava e... não a deixava continuar. E ela sufocava, e se sentia presa e desfalecendo e desistindo e morrendo.

E ela já não sabia agora mais nada. E sinceramente chegara ao limite extremo do cansaço.
E a fria noite não sabia o que aconselhar.

Obs. análogas.: Me ame ou me odeie. Fique comigo ou nunca mais. O mais-ou-menos é que me incomoda.

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